Sophia, a robô que parece gente

01/03/2020

As tendências mundiais se confundem com nossos propósitos e quereres. O homem pensou, projetou e criou a mulher mais inteligente do universo. A conquista é de David Hanson, que deu a robô, o nome Sophia.

Quando a avistei, calei-me de euforia, ao vê-la falando com as pessoas. Pensei em fazer o registro, mas logo minha razão respondeu que muitas a veriam, publicitariam e meu registro seria ínfimo, dada a fama que ela teria. E foi verdade. A vi, com notoriedade pelas imagens que ganharam o mundo. Sophia, no Uruguai, no Bodega Garzón.

Refleti então que ainda que pareça difícil compreender, ou inusitado de se ver uma robô andando e falando e é, está cada vez mais evidente que o que acontece lá na Venezuela, nos Estados Unidos, ou no Uruguai alcançará nosso cotidiano. As coisas e os fatos, por mais distantes que estejam nos atingem também e em algum momento cruzarão nossos caminhos.

Sophia tem cidadania na Arábia Saudita, mas não ocupa postos de trabalho e suprime os nossos, como podem pensar alguns, apesar de acreditar que os robôs já assumiram vagas de trabalhadores, mas jamais ainda que com força total, conseguirão emudecer a criatividade que vem das pessoas.

Eu me encantei ao vê-la, mas ainda que seja diferente, inusitada, jamais terá nossa sensibilidade. E esse comportamento próprio das pessoas, emotivo, se reflete na sociedade, cada vez mais aberta e conectada também com o Direito que evolui com ela, para se aproximar das pessoas e de seus problemas, acrescentando ao currículo universitário, no âmbito do Direito Civil, a mediação.

Uma grande melhoria. Tudo porque a judicialização de conflitos não é o único meio de obter soluções justas, haja vista haverem outras maneiras que podem ser compostas sejam pré- judiciais ou judiciais negociáveis. E ainda bem que evoluímos nisso.

No ambiente de trabalho, as Sophias, ainda que ultra modernas e capacitadas, não serão as únicas e nem as mais diferenciadas, pois trabalhar com inovação e criatividade exige que se use qualidades humanas e em especial, o coração.

Para as empresas, significa que você tem que lidar com trabalhadores mais sensíveis, que avaliam as condições de trabalho e se a liderança não for capacitada, além de ficarem estressados, poderão deixar a empresa.

Os jovens estão sendo criados em uma sociedade muito mais emocional e esperam se divertir, se desenvolver como pessoas únicas, também onde ganham o sustento.

Tudo isso em um universo que mistura Sophias, Pedros e as leis, que estão mudando também o povo, os movimentos sociais, comportamentais e crendo que é preciso evoluir hoje e sempre, para não ficarmos ultrapassados, obsoletos e por fim, antigos.

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