Alienação Parental!

01/03/2020

Você com certeza já ouviu falar, passou por isso, ou conhece alguém que tenha experenciado tal situação.

A alienação parental se materializa na maioria dos casos em famílias que os genitores são divorciados. Pode ser constatada no estágio de formação psicológica e cognitiva das crianças. Evidenciada no exercício do pátrio poder, por um, ou até mesmo os dois genitores. Mas é cometida geralmente por quem perdeu a guarda, podendo também ser gerada até mesmo pelos avós ou qualquer adulto que pertença a uma das famílias.

Por se tratar de uma situação que merece uma atenção especial, a alienação causa gravíssimas consequências.

Como é um comportamento humano, é preciso observar algumas atitudes do alienado (a criança).

Ressaltam-se demonstrações de tristeza, atitudes raivosas, mágoa constante, aversão à família do seu genitor(a), sempre que se comunica com o genitor(a) que não tem a guarda se esconde para não ser ouvido e normalmente muda o comportamento quando está com o genitor(a) que assim o aliena, demonstrando sinais de medo e prontidão no mando deste.

Exemplos clássicos podem assim ser percebidos: A tua mãe (pai) não presta. É inútil. Incompetente. Não tem moral e vive saindo com qualquer um(a). Esses são alguns clichês. Mas todos aqueles que desconstroem pai ou a mãe, caracterizam Alienação Parental.

A Lei 12.318/2010, trata como ocorre e quais as consequências. A prática configurada afronta um direito fundamental e garantido da criança e adolescente, de poder conviver de forma harmoniosa, tranquila e saudável com os pais.

Assim que evidenciado esse comportamento, seja pelo genitor, genitora, avós e até mesmo um adulto ligado a uma das famílias, é fundamental procurar ajuda especializada de um psicólogo e um advogado, assim como as autoridades competentes, como Delegacia Especializada dos Direitos da Criança e do Adolescente ou Ministério Público Estadual (MPE).

O tema exige muita sensibilidade e precisa ser tratado como prioritário, para que a criança que é vítima, seja preservada, assim como o bem-estar dela.

O silêncio nesses casos é uma omissão e não traduz o melhor interesse da criança.

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